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Como o Google pretende ajudar a entender Zika e o paradoxo do século

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O Zika tem ganhado a mídia com grande atenção ao Brasil – país com maior número de casos de infecção no mundo. Existem muitas dúvidas para serem respondidas com relação ao vírus, como se ele, de fato, está ligado a causa da microcefalia em recém-nascidos. Foi para ajudar a mapear a forma como ele se espalha no mundo e entendê-lo, que o Google e a UNICEF anunciaram recentemente uma parceria de cooperação.

Engenheiros, cientistas de dados e outros profissionais voluntários do Google estão ajudando a UNICEF no desenvolvimento de uma plataforma tecnológica para processar dados de diversas fontes com relação ao Zika vírus, incluindo cruzamento de dados de clima e viagens. O software vai ajudar governos e ONGs onde e como focar recursos de saúde para combater essa epidemia global. A UNICEF afirma que o Google ajudará a instituição a chegar em 200 milhões de pessoas em regiões de risco com informações importantes sobre a prevenção da doença.

Agora é a hora que nossos cérebros entrarão em pane. Gostaria que o leitor refletisse sobre uma linha fina sincera sobre esse anúncio: Uma empresa de tecnologia de “não-médicos”, que não é um instituto de pesquisa, propõe uma forma muito mais assertiva e inteligente para entender uma epidemia global que qualquer outra empresa de saúde. Leia de novo agora.

Existe alguma dúvida que a principal força motriz dos avanços na medicina desse século será (e está sendo) a Tecnologia da Informação? Isso parece tão óbvio e, ao mesmo tempo, enfrenta tanta resistência das instituições de saúde que vai entrar na agenda científica de pesquisadores como um baita paradoxo a ser resolvido.

Quando é que os hospitais e centros de saúde serão mais Google? Quando é que corpo clínico, gestores e governo levarão a TI a sério na saúde? Quando é que digitar uma informação errada no prontuário eletrônico será tão grave quanto prescrever um remédio errado? E aliás, quando é que adotar o prontuário eletrônico não será mais um problema?

A ponta – coletor de dados do paciente, as instituições de saúde – precisa participar dessa revolução da informação para habilitar o potencial dessa força. Se é mais produtivo e faz um bem danado para humanidade, vamos encarar de frente assuntos como segurança da informação, interoperabilidade, adoção, data analytics… Eu espero que a gente chegue logo a era em que a resposta para os “quandos” seja agora. E que os físicos teóricos possam se preocupar com outros paradoxos.

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