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Como estão os fatores de risco para doenças crônicas no Brasil

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou neste mês o relatório global de informações (?World Health Statistics 2013) com informações sobre múltiplos indicadores dos sistemas nacionais, expectativa de vida, mortalidade e mortalidade e investimentos no setor.

Com relação aos fatores de risco para doenças crônicas, o cenário brasileiro é o seguinte:

– Diabete (homens) ? 10,4%

– Diabete (mulheres) ? 10.0%

– Hipertensão arterial (homens) ? 39.4%

– Hipertensão arterial (mulheres) ? 26.6%

– Tabagismo (adultos ? homens) ? 22%

– Tabagismo (adultos ? mulheres) ? 13%

– Tabagismo (adolescentes ? homens) ? 29%

– Tabagismo (adolescentes ? mulheres) ? 31%

– Uso abusivo do álcool ? 10.1 litros/ano

– Obesidade (homens) ? 16.5%

– Obesidade (mulheres) ? 22.1%

Sabemos que o diabetes, a hipertensão arterial e a obesidade aumentam o risco de doença cardiovascular e alguns tipos de câncer. Estes fatores de risco também contribuem para doenças como a artrite e a perda de visão pela retinopatia diabética. Além disso, o tabagismo é um preditor importante de várias doenças e o uso abusivo do álcool causa dependência, cirrose hepática, câncer e aumenta o risco de acidentes.

A análise do presente relatório revela que o uso abusivo do álcool merece a atenção dos gestores de programas de saúde no Brasil. O critério utilizado foi o total de álcool consumido por adulto com mais de 15 anos de idade em um ano, em litros. O consumo de álcool se refere às estatísticas oficiais (produção, importação, exportação e vendas). Outra informação que chama a atenção é a alta prevalência de adolescentes fumantes no Brasil, que exige programas específicos com este foco e que inclui abordagens ambientais como a restrição da propaganda e acesso através do aumento dos preços dos cigarros.

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