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Como curar o Câncer?

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Dia 08 de abril é o Dia Mundial de Combate ao Câncer. A revista norte americana TIME, inclusive, dedicou uma capa recente para  ?como curar o câncer?. As pessoas não devem esperar uma descoberta fantástica de um dia par outro, tampouco um supercientista que, sozinho, descubra uma fórmula espetacular que possa erradicar a doença. A matéria mostrou que o caminho real é colaborativo, descrevendo a experiência de trabalho interdisciplinar e multicooperativo, com participação várias instituições de forma sinérgica. Talvez seja a única forma de achar soluções para esta doença que tem devastado milhões de pacientes ? e já ocupa a segunda causa de morte no pais ? com enorme custo econômico, social e emocional. A cada ano, mais de 12 milhões de pessoas recebem um diagnóstico de câncer e 7,6 milhões morrem da doença. A Organização Mundial da Saúde estima que em 2030 sejam 27 milhões novos casos de câncer por ano e 17 milhões de mortes pela doença, com um consumo estimado de até 1,5% do PIB mundial com tratamentos e perda de produtividade. O debate, entretanto, ainda é superficial.

Temas fundamentais para atingir a equidade que se espera, como financiamento de pesquisa com base em uma agenda não essencialmente regulatória, mas com o objetivo maior de busca de respostas cientificamente consistentes, devem ser pautados urgentemente. Muitos dos estudos atuais são, reconhecidamente, um ticket para aprovação de determinadas drogas pelas agencias regulatórias e, depois de milhões de dólares de desenvolvimento, somente respondem parcialmente o que se espera para prática assistencial. As estatísticas assustadoras não permitem que tenhamos tanta morosidade nos avanços. Definição de critérios de custo-efetividade é outro ponto básico: quanto estamos dispostos a pagar para cada passo que damos na ciência? É irrealista imaginar que todo recurso possa ser remetido para este tema, sem comprometer outras áreas de atenção da saúde. Parece, também, um contra-senso que o país aceite registro e inclusão de remédios que somente são alternativas mais caras e serão parte das alternativas de pouco mais de 20% da população que tem acesso a um plano de saúde. E a equidade que tanto se procura vai se tornando mais difícil.

Há algumas semanas, durante um encontro entre especialistas no tratamento do câncer, na Europa, uma das principais investigadoras presentes fez um apresentação que soava quase como um desabafo. Do que adianta todo empenho em desenvolver novas tecnologias médicas e remédios sofisticados se, quando disponíveis no mercado, são impagáveis, protestou a médica. A possibilidade, em grande parte da Europa, de haver acesso a maioria dos novos medicamentos para tratar do câncer é restrita aos pacientes que são incluídos em protocolos de pesquisa científica, uma vez que são caríssimos para uso na comunidade geral. O números são realmente importantes: o custo médio de um novo remédio quando do seu lançamento era de 4 mil dólares há 5 anos e, atualmente, já chega custando em média 10 mil dólares por mês.

Precisamos, portanto, definir projetos práticos para atingirmos os avanços que nossa população precisa, com um política de saúde honesta, responsável e ágil. No que diz respeito a luta para curar o câncer, o futuro está repleto de desafios.

 

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