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Como conseguir escala nas ações e programas de saúde no Brasil

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O cenário envolvendo o envelhecimento da população, o aumento da prevalência das doenças crônicas e dos seus fatores de risco, o quadro preocupante do estilo de vida inadequado e a elevação constante dos custos em saúde é conhecido de todos e apresentado à exaustão em eventos, publicações e estudos científicos.

Temos observado experiências exitosas realizadas no ambiente de trabalho, por operadoras de saúde e consultorias. Há programas que conseguem identificar o público-alvo, mobilizá-los para participar das atividades, escolhem indicadores confiáveis, realizam ações baseadas em evidências científicas conseguem obter desfechos adequados. No entanto, estes programas tem um alcance incrivelmente baixo, em termos populacionais.

Neste contexto, temos o grande desafio de conseguir atingir um número maior de pessoas para que haja algum impacto populacional. A pesquisa VIGITEL do Ministério da Saúde mostrou que, apesar de tudo o que tem sido feito, a prevalência de obesidade só aumentou durante os anos em que a pesquisa tem sido realizada.  Certamente isso está associado a manutenção de números inaceitavelmente baixos de atividade física e alimentação adequada. A consequência é o aumento do número de hipertensos e diabéticos prenunciando uma epidemia de doenças cardiovasculares.  Por exemplo, a análise dos programas de promoção da saúde e prevenção de riscos e doenças de operadoras de saúde aprovados pela ANS mostra que menos de 1% da população foi atingida por estas ações.

Assim, conforme ensina Rifat Atun, do London Schooll of Medicine, da mesma maneira que se está fazendo com a AIDS e a malária, para as doenças crônicas não transmissíveis e o estilo de vida não saudável, é importante buscar iniciativas e tecnologias que permitam atingir grupos populacionais maiores com escala suficiente para mudar a tendência prevista para os próximos anos.

No dia 15 de outubro, o Instituto de Estudos em Saúde Suplementar (IESS) realizou o 3.o Seminário de Promoção de Saúde nas Empresas, em São Paulo, buscando identificar boas práticas, como avaliar corretamente e as ações que possuem efetividade científica. O IESS preparou um estudo com iniciativas exitosas disponibilizadas na literatura científica, bem como a publicação completa dos estudos que embasaram o evento e que, certamente, deve servir como referência para os profissionais que buscam maior efetividade nas ações no ambiente de trabalho. Ela está disponível nos links – http://www.iess.org.br/promosaudeOgata&ODonnell.pdf e http://www.iess.org.br/promosaudecasosucessoiess.pdf.

Nos dias 18 e 19 de outubro, realizou-se o  III Forum Nacional de Saúde ? Sistemas Público  Privado, em São Paulo, reunindo gestores de todo o país, sob os auspícios da Abbott e foi possível conhecer algumas experiências interessantes, mas muitos desafios que devem ser enfrentados de maneira estratégica como a incorporação de tecnologia, os procedimentos inseridos no novo Rol da ANS, a judicialização, o uso de protocolos clínicos e modelos preditivos. Sem dúvida, a abordagem de maneira isolada de cada processo isoladamente somente acentua  a fragmentação do setor saúde com enorme desperdício de recursos e energia.

Neste cenário, a busca de programas e iniciativas que garantam sinergia e escala com a integração dos diferentes grupos de interesse parece ser o item número um da agenda de muitos gestores de saúde realmente comprometidos com o resultado e a busca de geração de valor para os cidadãos no Brasil.

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