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O Caminho do mercado farmacêutico no Brasil

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O Brasil e sua economia vão bem, mas nos três últimos anos, com a mudança na trajetória da economia mundial, o país sentiu a pressão e recuou no seu crescimento, apresentando tímidos resultados do Produto Interno Bruto (PIB). Em 2012, de 1%, e uma pequena evolução em 2013, 2,3%. Estes resultados ficam abaixo da média histórica de 10 anos, 3,7%, quebrando o ritmo acelerado de crescimento do país.

 

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FONTE: Banco Central do Brasil

 

Este cenário de cautela reflete os atuais problemas enfrentados pelo país: alta da inflação, elevação da taxa básica de juros (SELIC) e aumento do dólar, foram as principais causas que frearam o crescimento da economia nacional.

Apesar do recuo no crescimento da economia, alguns setores tem se destacado no cenário econômico nacional, como: o de agronegócios e de serviços. Dentre estes, se destaca o setor industrial farmacêutico, que vem registrando crescimentos na casa de dois dígitos percentuais a cada ano. Para se ter uma ideia do tamanho deste crescimento, o Brasil passou da 10ª para a 6ª colocação no mercado farmacêutico mundial. E para o ano de 2016, acredita-se que o Brasil alcance a 4ª posição, ficando atrás apenas dos EUA, China e Japão, segundo projeção do IMS Health (companhia que mede e pesquisa dados relacionados à saúde mundial) e da OMS (Organização Mundial de Saúde). Doença dos Custos, Faça o Download do eBook gratuito

Toda esta euforia no mercado farmacêutico não é a toa. A indústria farmacêutica tenho o previlégio de receber bons ventos no mercado nacional. Este crescimento se deve a alguns fatores importantes:

  • Aumento nos gastos da população com saúde mais que dobraram na última década: consumidores adquirem mais conhecimento e se preocupam mais com sua saúde e qualidade de vida;
  • Crescimento das classes sociais de base, retirando milhões de pessoas da linha de pobreza, favorecendo um aumento na média de consumo (ticket médio de consumo);
  • Envelhecimento da população brasileira, que encontram desamparo na assistência de saúde pública e recorrem a iniciativa privada;
  • Aquisições e fusões no mercado industrial e do varejo farmacêutico, favorecendo a competitividade e melhoria na qualidade dos serviços prestados, ganhando novos consumidores.

No ano de 2013 a indústria farmacêutica nacional apresentou crescimento de 17% em relação a 2012, e o varejo um crescimento de 13,8%; excelente resultado se comparado ao PIB nacional, mas não em relação a expectativa do setor.

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Já para o ano de 2014 os especialistas afirmam que não devemos esperar crise, mas também não podemos criar expectativas, pois a economia ainda se recupera da recente crise mundial, puxado pelos Estados Unidos, 2008 – 2009, e Europa, 2011 – 2013. Ao que se estipula o mercado farmacêutico no Brasil ainda deverá ser destaque mundial, com crescimento permanecendo na casa dos dois dígitos. Porém, veem a tona alguns desafios que indicam alerta na indústria, como:

  • Cobrança da indústria ao governo de uma maior participação nos gastos com saúde, hoje cerca de 4,2% do PIB (o mercado de saúde cobra participação de 9%);
  • Alta do dólar, com crescimento de 15% no ano de 2013, prejudicando a rentabilidade da indústria, pois cerca de 90% das matérias-primas são importadas, além do maquinário de produção;
  • Reajuste salarial de 8,5% (acima da inflação no período). As indústrias devem manter a taxa de empregabilidade e até aumentar, para garantir o crescimento da produção, porém poderá causar uma redução na rentabilidade.
  • Alta carga tributária sobre a produção de medicamentos, e desoneração de impostos para o setor;
  • Desafios na área de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D): o país ainda enfrenta certa letargia em projetos de P&D, e encontra barreiras na aprovação de estudos por parte dos órgãos responsáveis;
  • Grandes eventos em 2014, como, a Copa do Mundo de futebol, que em geral movimenta o mercado local, mas não favorece tanto o mercado farma; e as Eleições, que podem levar certa recessão ao mercado no último trimestre do ano.
  • Comportamento do consumidor: a atitude do consumidor passa a ser fundamental nesta análise, já que estudos na área revelam que o consumidor atual está em constante mudança e cada vez mais específico e exigente, ganhando destaque o conceito de consumidor multicanal ou omnichannel (característica de um consumidor que está sempre presente e conectado).

 

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Os desafios são muitos e a expectativa de um grande ano está a frente. Mas para isto, o mercado precisará se reinventar, buscar novas estratégias de marketing e vendas, e trabalhar forte no Ponto de Venda (PDV). Assim, estes bons ventos continuarão soprando a favor do crescimento do mercado farmacêutico brasileiro e o setor continuará a surpreender a economia nacional.

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