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BI e Excel continuam os melhores amigos do Gestor Comercial Hospitalar

Créditos: shutterstock
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As pessoas da minha idade, especialmente os que como eu têm intimidade com a TI, observam coisas fantásticas acontecendo na área financeira, comércio, indústria, e até pesca e agronegócios … mas na saúde quase que ‘tudo continua como dantes no Quartel de Abrantes’.

Outro dia fui ajustar um detalhe na loja da operadora do meu celular e tudo foi feito via smartphone – o meu e o do funcionário da operadora: até assinar o ajuste do contrato assinei em um dispositivo conectado ao SF dele !

Já na área hospitalar, as maiores propagandas e notícias que tomamos conhecimento são coisas que em outros segmentos já estão obsoletas. O caso dos aplicativos e mobilidade nem dá pra comentar … seria ‘covardia’. Enquanto os outros segmentos vão desburocratizando os processos, o segmento hospitalar teima em inserir dispositivos e processos que só aumentam o custo, e não trazem benefício real algum para o paciente, o médico, a enfermagem, etc.

A maioria absoluta dos hospitais se vangloria de ter informatizado processos absolutamente operacionais, com pouca aderência às necessidades reais de gestão, e isso faz reinar como ferramentas de apoio a planilha Excel em quase 100 % deles, e o BI (Business Intelligence) em uma minoria, e mesmo assim de forma muito rudimentar. Alguns chegam a chamar um módulo de relatórios gerenciais do HIS comprado de um fornecedor de BI, o que evidentemente não é verdade, porque com ele não é possível combinar dados que estão e outros sistemas !

Este cenário ‘detona’ a gestão comercial, e algumas atividades correlatas de fundamental importância para hospitais privados e públicos, como exemplo os processos de faturamento e auditoria de contas hospitalares.

Por maior que seja a discussão da insanidade que se tornaram os sistemas de financiamento SUS e Saúde Suplementar, poucas pessoas entendem a complexidade. Muitas acham que é exagero, e outras acham que as pessoas que trabalham na gestão comercial, faturamento e auditoria é que são complicados. Na verdade enquanto estamos conduzindo esta discussão alguém do SUS está mudando algo na Tabela SIGTAP (SUS) e/ou alguém na ANS, AMB, ANVISA, ou de alguma organização representativa do setor está mudando alguma regra na Saúde Suplementar – estes sistemas estão abarrotados de regras inúteis que tentam fazer o provedor (pagador) concordar com o hospital, como se houvesse alguma chance destas duas instituições estarem de acordo sobre algo, quando o assunto se refere à dinheiro !

Se não fosse trágico seria hilariante:

  • Boa parte dos hospitais privados utilizam um sistema corporativo de mercado que controla basicamente as rotinas fundamentais de atendimento, e um pouco das rotinas assistenciais – param por ai, e se o gestor comercial, ou outros, necessitam de algo a mais, ou o sistema não atende, ou não está disponível no pacote adquirido;
  • Boa parte dos hospitais privados e públicos utilizam uma mescla de sistemas, que os responsáveis juram estarem integrados, mas quando o gestor necessita de uma informação estratégica que mescla dados administrativos e assistenciais ouvem que para isso é necessário ‘customizar’, ou adquirir um outro módulo, ou desenvolver algo específico. Muitas vezes questionam se a necessidade do gestor realmente é necessária, uma vez que todos que usam este sistema nunca necessitaram disso, deixando o gestor ‘chateado’ porque é como se ele estivesse pedindo algo inútil;
  • Boa parte dos hospitais, especialmente os públicos, utilizam pouquíssimas funcionalidades do sistema, porque não foi adequadamente implantado, ou porque o suporte não conhece adequadamente o sistema … enfim: o sistema não atende.

O que sobra do total, tirando estas ‘três boas partes dos hospitais citados’, são alguns raros hospitais que investem em BI verdadeiro, e obtém retorno real. A regra é ver gestores hospitalares ‘esculpindo planilhas’ … montes delas … para obter as informações que necessita. Uma pena !

Especificamente a gestão comercial necessita de informações que variam de acordo com o que acontece no momento. Diferente dos outros gestores que têm ‘uma cesta básica’ de informações habituais e eventualmente necessitam de algo muito diferente, o gestor comercial está sempre necessitando de visões diferentes dos dados. É engraçado dizer isso, mas geralmente o gestor comercial não sabe do que necessita, até o momento que necessita, e não por falta de planejamento, mas porque age de acordo com o que o mercado demanda, e como SUS, ANS, ANVISA etc. não conseguem dormir uma noite sequer sem pensar em mudar algo, ele está sempre necessitando hoje de uma coisa que ontem não era necessário, e na verdade, nem se pensava que um dia pudesse ser.

Enquanto os outros segmentos de mercado avançam para sistemas que trazem cada vez mais benefícios para os gestores, nos hospitais ainda é necessário reservar um ‘tempinho e um dinheirinho’ para treinamentos em Excel, porque ainda existe o agravante das pessoas aprenderem o Excel de forma autodidata: são obrigados a utilizar o recurso sem conhecer o potencial da ferramenta, ou seja, além de existirem milhares de planilhas nos hospitais, ainda são planilhas de baixa eficiência !

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