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Avaliando Resultados dos Programas P4P – Artigo 13

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Após vencermos a barreira de implantar um Programa de Avaliação de Desempenho em saúde ou de pagamento por performance, vem o desafio de informar os resultados do programa implantado.

O ideal é que se pense claramente no que queremos medir antes de iniciar o programa, pois isso facilitará o desenvolvimento de processos, que favoreçam a análise dos resultados.

O ponto fundamental da análise está na perspectiva a quem interessará os resultados apresentados.

Essencialmente propomos três perspectivas: do gestor, do prestador/profissional avaliado e do paciente (ou cliente). Dependendo do nível do programa implantado poderá ter uma quarta perspectiva: a da sociedade.

Na perspectiva do gestor, questões como melhoria nos indicadores, domínios e coeficiente de performance são importantes, assim como o retorno do investimento do programa implantado. Quando uma instituição investe seus recursos (físicos e financeiros) num programa, este deve retornar na forma de economia de recursos, lucro ou de forma mais nobre agregando valor aos clientes.

No modelo P4P©, a ferramenta implementada permite uma série de combinações e comparações na avaliação do programa. A Tabela 1 apresenta a matriz de comparações que podem ser efetuadas sob a perspectiva do gestor.

Além disso, anualmente deverá ser possível visualizar os resultados do programa e transforma-los numa análise de custo efetividade e de
retorno sobre o investimento.

Com relação à perspectiva do avaliado (médicos, prestadores e demais profissionais da saúde), o fundamental é um acompanhamento mensal,
mostrando a evolução dos indicadores, domínios e coeficiente de performance. A comparação com os pares avaliados é bastante delicada e somente deverá ser feita de forma genérica. Por exemplo, um médico sendo comparado com sua especialidade.

Na figura 1 abaixo é possível visualizar um modelo de scorecard para uma determinada equipe hospitalar.

Além disso, é fundamental que na análise individual do indicador sejam demonstrados os dados que geraram o indicador. Isso dá credibilidade e favorece a aderência por quem está sendo avaliado. Da mesma forma, a ficha técnica do indicador deve estar disponível para que o profissional entenda questões como: descrição do indicador, fórmula utilizada, peso, domínio alocado, bandas ideais ou benchmarks, referências, entre utras
informações.

Quando se analisa um programa sobre a perspectiva do paciente, nos deparamos com alguns desafios de ordem ética. Trata-se da difusão pública das informações. Isso já ocorre em vários países do mundo (e.g. EUA ? Leapfrog Group; França ? COMPAQ; Inglaterra ? QOF). Obviamente a difusão pública está focada nos prestadores e não nos médicos individualmente. Geralmente a divulgação se dá por ranking de prestadores por indicador, por domínio ou por coeficiente de performance.

Enfim, o processo de avaliar os resultados de um Programa de Avaliação de Desempenho é quase tão crítico quando a decisão de implantá-lo.
Dependendo de como se constrói este processo, você pode demonstrar o insucesso de um programa quando muitas vezes o sucesso ocorreu sob perspectivas diferentes.

TABELA 1:

 

FIGURA 1:

 

 

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