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AUMENTO DE DIABETE NO PAIS. E AGORA ?

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De acordo com a pesquisa VIGITEL do Ministério da Saúde, realizada em 2011 com cerca de 54.000 entrevistas nas capitais  e divulgada neste ano, 5,6% dos pesquisados relataram ser diabéticos. Entre os homens o percentual da doença aumentou de 4,4% para 5,2% entre os homens.  Nos Estados Unidos, cerca de 8,3% da população adulta é diabética.

Provavelmente, o número de diabéticos no Brasil é maior pois a pesquisa se restringe ao diabete referido e, certamente, há uma associação com o aumento na prevalência da obesidade, pois nos últimos 5 anos, houve um aumento de 28% no número de homens obesos.

De acordo com informações do Ministério da Saúde e publicadas na imprensa, o número de internações por diabetes no SUS aumentou 10% entre 2008 e 2011, passando de 131.734 para 145.869.

Assim, associam-se vários fatores como o envelhecimento da população, o aumento na prevalência da obesidade e o estilo de vida não saudável que irão resultar em doenças crônicas cada vez mais freqüentes, como o infarto do miocárdio, derrames, câncer e diabete.

Na saúde suplementar e nas empresas, as abordagens em gestão de doenças crônicas têm se revelado mais efetivas e eficazes, com identificação dos casos através de várias fontes de informação, acompanhamento, orientação e suporte.  Sem dúvida, trata-se de um importante campo na indústria da saúde que tem sofrido um processo relevante de profissionalização.

No entanto, os dados do Ministério da Saúde evidenciam que, apenas fazer o controle adequado dos indivíduos doentes é quase ?enxugar gelo?. Há a urgente necessidade de se planejar a promoção da saúde para toda a população.

Os programas do Ministério da Saúde para a promoção da saúde ainda são pouco conhecidos no ambiente corporativo e, provavelmente, terão impacto bastante limitado.

Neste contexto, não serão suficientes programas preparados pelas operadoras de saúde, consultorias e empresas de qualidade de vida. A mudança de comportamento se faz pela tríade  programa-ambiente-política. Realizar somente programas com alcance individual têm impacto bastante limitado. Há necessidade de ambientes que contribuam para um estilo de vida saudável e políticas que incentivem escolhas e comportamentos que melhorem o nível de saúde da população.

Enquanto as ações para a promoção de mudança de estilo de vida continuarem a se restringir a palestras, material informativo e informações em sites na internet vamos continuar presenciando o aumento na prevalência de diabete e outras doenças crônicas em nosso país.

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