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As questões de saúde devem ser resolvidas pelo juiz ?

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Frequentemente, a falta de indicadores técnicos, baseadas nas melhores evidências científicas na tomada de decisão em saúde acaba transferindo a questão para os advogados e juízes. Em todo o mundo, o uso da medicina baseada em evidências permite apontar os benefícios e danos de um tratamento, de um exame subsidiário ou de uma conduta em saúde.  Os múltiplos interesses envolvidos na atenção à saúde, desvia o paciente do centro do processo e permite que atores do sistema mal intencionados, com algum grau de incapacidade técnica ou induzidos pelo marketing tomem decisões que podem, potencialmente, trazer prejuízos e aumentar os custos que tem se mostrado crescentes a cada ano.sw_No Brasil, o  Projeto Diretrizes da AMB criado há vários anos e conduzido por profissionais experientes e capacitados padroniza as condutas de forma transparente, com metodologia clara, disponível e reprodutível, extraindo da literatura os benefícios conhecidos até o momento. Atualmente, é quase impossível para os profissionais de saúde acompanhar as milhares de publicações disponíveis nas bases de dados e realizar análises que contribuam efetivamente na tomada de decisão. Neste contexto, ter a disposição diretrizes clínicas (que não são obrigatórias, mantendo a autonomia do profissional e a individualidade do paciente) que são aplicáveis para o dia-a-dia da prática clínica é uma condição muito útil. Há, inclusive a possibilidade do fortalecimento da relação médico-paciente, pois os riscos, benefícios e as expectativas de exames e tratamentos podem ser claramente explicitadas e embasadas. O Projeto Diretrizes Clínicas conduzido pela AMB pode ser acessado em WWW.projetodiretrizes.org.br. O novo formato baseado em questões estruturadas no formato PICO (P- paciente, I-intervenção, C-comparação, O- outcome ou desfecho) facilita a consulta e a sua utilização.sw_Trata-se, portanto de uma ferramenta poderosa para as organizações de saúde que deverão superar as barreiras culturais, técnicas e de gestão para sua utilização. Há muito por se fazer. Por exemplo, um estudo realizado por Portela (2008) constatou que aproximadamente 32% das operadoras utilizavam diretrizes clínicas em alguma etapa da gestão da clínica.

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