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As perspectivas econômicas para 2016

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“Prediction is very difficult, if it’s about the future.”
Niels Bohr, Prêmio Nobel de Física em 1922

O fim do ano está chegando e junto com ele as perspectivas e as expectativas daquilo que as pessoas sonham para o ano seguinte. Um dos maiores desafios que a humanidade sempre empreendeu foi na tentativa de tentar prever (e até interferir) no futuro. Grandes cientistas já haviam percebido isto.

Segundo o dicionário AURÉLIO, previsão é um substantivo feminino que significa ato ou efeito de prever e antever através de estudo e exame feito com antecedência. Matematicamente falando, pode ser também a estimação do valor de uma variável (ou de um conjunto de variáveis) de ou sobre algum momento futuro.

Existem vários tipos de previsão, utilizando-se de vários métodos e critérios estimativos, alguns mais empíricos, outros mais científicos, mas em ambos os casos, um fator extremamente importante é o quanto se crê em suas chances de ocorrência. Geralmente, as previsões visam auxiliar e dar subsídios para planejamento e tomada de decisões no futuro. Com uma boa previsão do futuro, pode-se estar melhor preparado para enfrentá-lo e para mitigar os riscos inerentes ao desconhecido.

Existem vários tipos de previsão: PREVISÃO DE DEMANDA – a fim de melhorar o controle de estoques e de suprimentos, PREVISÃO FINANCEIRA – a fim de melhorar a definição das políticas de investimentos e de gastos, PREVISÃO ECONÔMICA – a fim de tentar prever o que acontecerá nos próximos anos no Brasil, por exemplo.

Um aspecto fundamental nos processos preditivos é a escala de tempo, ou seja, quão longe se quer prever e em quanto tempo as medidas tomadas demoram a apresentar resultados (a construção de uma hidrelétrica a fim de solucionar problemas de abastecimento de energia requer uma escala de tempo bastante longa, diferentemente de uma alteração na taxa básica de juros).

Os métodos preditivos também podem variar em função de serem mais quantitativos ou mais qualitativos, sendo que em geral, os métodos quantitativos são utilizados para dar um suporte mais robusto às previsões qualitativas. A estatística dispõe de inúmeras ferramentas para o desenvolvimento de métodos preditivos. A experiência, a intuição, o conhecimento e a vivência ajudam na interpretação do que dizem as séries de tempo e as regressões.

Assim, neste momento as pessoas estão tentando fazer suas previsões a respeito do cenário econômico do (s) próximo (s) ano (s). Em 2014, a economia brasileira cresceu 0,1%, ou seja, ficou estacionada ou estagnada, em linguagem mais acadêmica.

O Ministro Joaquim Levy tem declarado que 2015 será (e está sendo) um ano difícil por conta da necessidade de que sejam implementadas as medidas do chamado ajuste fiscal, que vem a significar medidas para aumentar as receitas e reduzir as despesas do governo. Nem as receitas estão crescendo, nem as despesas estão decrescendo (nos ritmos esperados) e nem mesmo o Ministro está inspirando continuidade.

O Boletim Focus do Banco Central do Brasil está acenando com as seguintes perspectivas econômicas para 2016:

– crescimento de 1% do PIB
– inflação em 5,6% (bem próxima do centro da meta)
– SELIC em 11,5% (portanto em queda durante o próximo ano)
– Dólar a $3,30 (no final do ano, com valor favorecendo o setor exportador)

O que se pode verificar é que existe certo otimismo por parte dos analistas quanto ao próximo ano. E de certa forma, é até melhor que seja desta forma, pois as expectativas ruins acabam por criar um desânimo generalizado que desestimula o consumo, a produção e o emprego, tal qual está ocorrendo no presente. A mídia tem mostrado indicadores negativos no comércio, o que desestimula as compras e a produção. E tudo isto afeta o emprego e conseqüentemente a renda.

Claro que o otimismo (previsão qualitativa) deve estar em consonância com os fatos e acontecimentos políticos (de quem depende as reformas) e sociais (onde elas são sentidas). Cautela é necessária. Otimismo é importante. Informação é fundamental. E os detalhes fazem a diferença.

As bolas de cristal estão fazendo as previsões (existe até um modelo matemático de previsão que tem este nome). E as decisões estão sendo tomadas. Acredita-se que as decisões serão sempre as melhores, com base naquilo que se conhece no presente. Caberá ao futuro mostrar se estavam corretas.

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Comentários

    Foto de perfil de Leonardo

    Para o autor,
    Gostaria de saber qual foi a data do Relatório Focus consultado? Por que as perspectivas informadas no Focus de 13/11/2015 relatam queda de -2,00% do PIB de 2016, inflação em 6,5%, Selic em 13,25% e cambio em R$ 4,20/US$.
    AS informações estão muito distorcidas da realidade dos analista que passam um pessimismo para o próximo ano e não otimismo.
    Gostaria de entender melhor o racional da matéria.
    Fico no aguardo.

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