Referências da Saúde Quem foram os premiados da edição 2016? Confira agora

As excelentes lições do Acelera Startup Saúde 2016

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A primeira edição do Acelera Startup Saúde 2016 foi um enorme sucesso. Não só pelo público, que lotou completamente nossas dependências, mas também pelos palestrantes, que brilharam ao compartilhar suas trajetórias de crescimento, bem como os desafios enfrentados nesta jornada.

Eu, que estou há cerca de um ano e meio como empreendedor full-time, sei bem como é desafiador empreender num país como o Brasil.

Platéia do Acelera Startup Saúde 2016

A palestra inicial foi minha, Fernando Cembranelli, CEO da Berrini Ventures, em que falei um pouco sobre nossa atuação em apoiar startups de saúde e acelerar o ecosistema de saúde como um todo. Nós queremos ser o maior radar de inovação em saúde do Brasil e apoiar os melhores projetos, estejam onde estiverem. Mas, viver e atingir esta missão não é nem um pouco fácil e é por isso que estamos criando a maior rede de empreendedores em saúde do Brasil, utilizando mídias sociais.

Rodadas de networking antes do Acelera Startup Saúde 2016

O primeiro empreendedor a falar foi Diogo Biagi, da Pluricell Biotech, empresa de biotecnologia, que captou R$270 mil na plataforma de equitycrowdfunding Broota, tendo como investidor-líder o empreendedor Fábio Tiepolo, da Docway.

Pela experiência deles, o processo demorou mais do eles esperavam e envolveu uma significativa dose de persistência dos fundadores da empresa, apesar de que quando a oferta foi aberta ao público, eles rapidamente atingiram o valor de R$200mil, ampliando o valor total da oferta para R$270mil.

Platéia Acelera Startup Startup Saúde 2016

A próxima apresentação foi do João Gabriel Alkmin da Vitta, plataforma de gestão para médicos, que cresceu fortemente ao utilizar marketing digital, para criar uma máquina de vendas utilizando inbound marketing. A Vitta foi uma das empresas aceleradas no primeiro round de aceleração da Berrini Ventures. A lição do Vitta é trabalhar muito, mas muito mesmo; eles chegavam no nosso escritório às 09:00 e saiam de lá, no mínimo, às 02 da manhã, em dias que queriam ir embora mais cedo.

O próximo a apresentar foram dois grandes amigos, Andrea Maciel e Rafael Mello da Misasi, uma empresa de comunicação 360, que tem como cliente iFood, entre outras startups, e tem como foco fazer ações de comunicação disruptivas para seus clientes. A fala deles é que a comunicação para startups tem que ser de alto impacto e baixo custo e para isso é fundamental repensar como a empresa se posiciona frente aos veículos de comunicação. No caso do iFood foi feita uma pesquisa, tendo como base todas as informações que eles têm dos pedidos feitos no site, o que gerou notícias interessantes, como noticiar que no bairro de Perdizes se come mais sushi e em Moema se come mais pizza, por exemplo. Esta pesquisa teve tanto impacto, que foi parar no Jornal Nacional, que comentou vários detalhes da pesquisa.

O último empreendedor a falar foi Michael Kapps, CEO do Tá-Na-Hora, empreendedor canadense, formado por Harvard, que que apaixonou pelo Brasil, após uma experiência como boiadeiro no Pantanal, e decidiu desenvolver uma solução para ajudar no engajamento dos pacientes através de mensagens via SMS ou WhatsApp, que o paciente pode facilmente responder.

Com um modelo que de difícil tração no seu início, hoje a solução já ultrapassou a barreira de 100 mil pacientes, em mais de 20 clientes. Mike conseguiu quebrar o paradigma que pacientes responderiam a mensagens de SMS e, de que isso, impactaria positivamente na saúde deles. Tendo conhecido o Mike há cerca de dois anos, eu sei muito bem os desafios que passaram e a persistência que fez este negócio dar certo, num mercado tão incerto.

E para encerrar, tivemos um painel com investidores de saúde, composto por Robert Dannenberg, que criou a Infomoney e vendeu para a Globo, Guilherme Cervieri, Managing Partner da e-Bricks Digital, Ruy Baumer, CEO da Baumer e coordenador do comitê Bio-Brasil da Fiesp, Mário Letelier, um dos fundadores do Buscapé e investidor-anjo, Ronald Lorentiziadis da Bace, que foi vendida para o grupo alemão Hartman e Fábio Abreu, CEO da AxisMed, vendida para o Grupo Telefônica. A lição deles é que apesar das dificuldades para se investir em saúde, o setor continua extremamente atraente para os investidores, que estão sempre à busca de excelentes projetos neste setor.

Assista à gravação do evento:

Este evento foi parte integrante do projeto Startup Saúde Brasil, que tem como objetivo fortalecer o empreendedorismo e a inovação em saúde do Brasil. Para fazer parte deste movimento e participar presencialmente ou virtualmente dos nossos próximos eventos: CLIQUE AQUI

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