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As evidências na medicina… E na arquitetura?

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É bastante sabido que os ambientes de saúde devem atender às necessidades técnicas e funcionais envolvidas no cuidado de saúde, segundo o modelo de atenção e gestão da instituição prestadora.

Além desses requisitos, outra dimensão tem assumido recentemente relevante importância e deve ser considerada na busca pela atenção integral à saúde: o valor da percepção do espaço físico e a sua influência sobre o paciente, o corpo profissional e os acompanhantes.

Na mesma direção da medicina baseada em evidências, pesquisas estão sendo desenvolvidas através de ensaios, de revisões da literatura e até de meta-análises, na busca de comprovações científicas que demonstrem a efetividade da influência positiva do espaço na recuperação dos pacientes.

As linhas de pesquisa concentram-se na percepção do ambiente pelo paciente e prestadores (?Healing Environment?), nos modelos de atenção (apartamentos com um leito versus dois leitos, postos centralizados versus descentralizados), na incidência de erros no tratamento por vezes potencializados pela fadiga, e na segurança do paciente (risco de contaminação, quedas e acidentes), expandindo-se atualmente para a produtividade, e para toda e qualquer melhoria significativa percebida.

Pesquisadores estão comparando o desfecho da recuperação de pacientes quando submetidos a diferentes alternativas de configurações e arranjos do espaço físico, analisando quantitativamente resultados obtidos em uma situação existente perante uma nova proposta, promovendo assim o desenvolvimento de uma nova ciência, chamada ?Evidence Based Design? ou Projeto Baseado em Evidências.

Estudos publicados pelo Center of Health Design, organização norte-americana focada na pesquisa e promoção de boas práticas no ?Healthcare Design?, têm apresentado um conjunto de evidências da influência do espaço na recuperação do paciente, possibilitando inclusive a realização de avaliações econômicas que apontem o benefício da incorporação dos elementos do ?Healing Environment?, ao demonstrar que o eventual acréscimo de custo na obra pode ser rapidamente recuperado, sustentando toda a melhoria introduzida.

O que se busca, com base nos fundamentos da Economia da Saúde, é a eficiência alocativa que eleva a qualidade da atenção da saúde sem necessariamente consumir recursos adicionais, obtendo visíveis resultados econômico-financeiros.

Neste contexto, o recurso físico de saúde assume grande importância pela sua participação no resultado da recuperação e evolução do tratamento do paciente, onde a geração de valor com maior eficiência é uma importante vantagem competitiva!

Augusto Guelli é arquiteto da Bross Arquitetura

aguelli@bross.com.br

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