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Arquitetos como “Clínicos Gerais?

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Arquitetos como “Clínicos Gerais”  Certa ocasião visitava em Curitiba meu grande amigo Prof. Izrail Cat, internacionalmente reconhecido neonatologista do Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Paraná, quando acompanhei uma conversa telefônica do mesmo com alguém, que de imediato identifiquei pelo teor da fala não envolver um recém nascido, mas sim uma pessoa já com idade madura, quando se referia a situações passadas na infância e juventude.  Ao encerrar a conversação, esclareceu que estava orientando clinicamente o arquiteto e renomado urbanista Jaime Lerner, a quem atende desde seu nascimento!!!  Ao perceber minha expressão de espanto explicou, como é importante a uma pessoa poder ser acompanhada por um médico ao longo de sua vida, que como conselheiro estará permanentemente avaliando e compreendendo as naturais evoluções, tanto do corpo como da mente e por vezes intervindo e orientando na manutenção de um contínuo equilíbrio psicossomático, como vetor para uma melhor qualidade de vida!!!  Entendendo que os edifícios de saúde, mormente os hospitais de alta complexidade são organismos vivos em constante ebulição interna e interação com o ambiente onde se inserem, procuremos transladar este fato para a atual relação existente entre projetistas-arquitetos e engenheiros de projetos e as mudanças das operações em curso, nos prédios que conceberam ou intervieram.  Contratar arquitetos ou engenheiros tem sido episódios com objetivos previamente definidos, em relações que se encerram quando a meta é alcançada, sem qualquer compromisso de fidelidade ou mesmo de respeito à autoria da concepção, do uso do próprio edificado e da forma como funciona.  Quando se tratam dos projetos de um novo edifício de saúde, as informações sobre a conjuntura e as demandas, bem como da lógica que orientou ? naquele momento!!! ? a concepção, ficam esmaecidas pela própria edificação, apagando-se com o correr do tempo as premissas adotadas. Os inúmeros e diferentes usuários constroem suas próprias interpretações sobre os ambientes e sua organização, nem sempre alinhadas com os princípios adotados quando dos projetos!  Intervenções para adequações que se façam necessárias têm sido pontuais, carecendo os projetistas de elementos para uma visão ampla da organicidade da operação predial imaginada!  Será desejável que empreendedores e dirigentes disponham de projetistas como ?clínicos gerais?, atuando como neonatologistas ou mesmo geriatras minimizando a convocação de ?cirurgiões? ou mesmo ?intensivistas? para manter os edifícios de saúde ?saudáveis?. 

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