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Após os panetones…

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Os feriados de Natal e Ano Novo no domingo tornaram os recessos e emendas ainda maiores no final de 2011. Sem dúvida, trata-se de uma das maiores pausas no trabalho e na produção em todo o mundo. Apesar dos panetones, excessos etílico-alimentares e juras de amizade sabemos das dificuldades para a promoção da saúde no ambiente corporativo neste ano que se inicia.

Conforme sabiamente escreveu Contardo Calligaris em sua crônica na Folha de São Paulo de 5 de janeiro, ? baixou, em todos nós, a capacidade de pagar o preço exigido por nossos próprios desejos. É o espírito da época: queremos emagrecer comendo trufas de chocolate e tonificar nosso corpo sem esforço, graças a pílulas que agiriam no sono. Ora, em regra, o que queremos não sai de graça. Num momento de propósitos como o começo do ano, é bom lembrar o seguinte: há várias razões de não conseguirmos realizar nossos desejos; talvez a principal delas seja que, freqüentemente, não estamos dispostos a pagar o preço que esses desejos exigem de nós?.

Manter os profissionais saudáveis e produtivos é um grande desafio para os gestores de saúde. Questões como o estilo de vida inadequado, clima organizacional ruim (campo fértil para o assédio moral), elevação dos problemas emocionais (incluindo stress excessivo, depressão e ansiedade) e aumento das doenças crônicas exigem que adotemos estratégias e programas realmente efetivos, incluindo todos os stakeholders, com mudanças na cultura e no ambiente de trabalho. Conforme nos lembra Contardo Calligaris, para isso há um preço a ser pago.

Acredito que os profissionais deverão buscar se capacitar para conhecer as melhores ferramentas de gestão e as ações cientificamente comprovadas além do trabalho em rede e a utilização das abordagens em marketing social para a mudança de comportamento e melhor utilização dos recursos em saúde disponíveis.

O editorial da revista American Journal of Health Promotion revela que o governo americano vai destinar mais de 1 bilhão de dólares para ações em prevenção e promoção de saúde, inclusive para pequenas empresas, desde que sigam os protocolos e diretrizes de organismos nacionais. O editorialista conclui ressaltando a importância dos profissionais da saúde estarem envolvidos com a política, pois provavelmente a melhoria do estado de saúde da população, principalmente pela mudança de estilo de vida, seria a única maneira de manter a força de trabalho produtiva, criar novos empregos e evitar a falência do sistema público de saúde. Sem dúvida, isso também se aplica a nosso país. Não basta buscar somente mais recursos no Orçamento da União para a Saúde. Temos que buscar influenciar este processo para que se adotem ações mais efetivas, se incluam incentivos fiscais para as empresas que invistam em promoção da saúde e que sejam criadas ações em rede, incluindo as iniciativas pública e privada.

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