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Analisando os atuais hospitais universitários

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 Analisando os atuais Hospitais UniversitáriosAs formas de prover atenção à Saúde estão passando por acentuadas modificações: o modelo predominantemente assistencialista, que entre outros aspectos peculiares atende em função das demandas, está progressivamente se adequando às ações recomendadas pelo modelo sanitarista, que atua mais intensamente junto às Comunidades e o Meio Ambiente promovendo a Saúde e prevenindo Doenças e Acidentes.Esta conversão de cuidado, nitidamente hospitalocêntricos a partir das doenças, para novas formas de orientar e gerenciar a Saúde de grupos e indivíduos se faz necessária também pela progressão geométrica dos custos das coberturas que se avolumam pelo aumento da expectativa de vida, e pela introdução de procedimentos a partir de novas técnicas e tecnologias médicas cujos valores de investimento e operação tornam inviáveis os custos para os sistemas, tanto públicos como privados.   Estas constatações nos levam a observar que desde muito tempo nenhuma nova proposta foi encaminhada para uma consistente discussão sobre como operacional e fisicamente deverão ser concebidas adequações nos hospitais universitários em funcionamento, e em novos hospitais que deverão ser projetados, construídos, equipados e postos em operação para atender as crescentes demandas por práticas profissionalizantes, oriundas de um surpreendente aumento no número de Instituições de Ensino Superior, que formarão profissionais para atuar no Campo da Saúde.  Os hospitais de ensino e pesquisa atuais, pertencentes às universidades, tanto públicas como privadas, já se encontram no limite dos terrenos e das ocupações, em acentuada desconformidade com as normas sobre edifícios de saúde e com arranjos físicos inadequados, que não mais atendem nem aos ?modelos pedagógicos? e menos aos ?modelos assistenciais?, e mais que tudo envelhecidos e predados pelo uso, distorcendo qualquer referencial sobre organização espacial, que um jovem profissional de Saúde deverá ter como referência para sua atividade futura.  Em função da crescente demanda das populações por hospitais universitários ?onde tudo se resolve!!!?, tornar-se-á imprescindível repensar com empenho os ?modelos? de atenção e de formação, criando redes de unidades hospitalares, interligados por distintos campos de atuação e níveis de complexidade, tanto de conhecimento como de tecnologia médica, de forma a criar, como uma ?blindagem?, condições que permitam às comunidades uma maior proximidade e interação com estabelecimentos base que promovam a Saúde e previnem doenças e acidentes.  Para encaminhar novas propostas na configuração dos edifícios da Saúde, não basta o esforço acentuado dos sanitaristas, aos quais devem se juntar urbanistas, arquitetos, economistas e administradores de Saúde, representando todos os níveis de competência e poder, para pesquisarem novas formas que eduquem as massas de usuários a aprenderem a cuidar de sua saúde e acima de tudo, ?da nossa saúde?!!!  Cabe-nos perguntar: vamos deixar como está para ver como fica??!!, ou vamos realmente construir propostas que tragam benefícios à Sociedade: formar profissionais de Saúde competentes e atender às Comunidades em redes de ?edifícios sadios?!!!

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