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ESTRATÉGIA É UMA FORMA DE PENSAR NO FUTURO. É visualizar mentalmente os prováveis cenários que estão por vir, imaginar atitudes e soluções para cada situação prevista e planejar as ações que preparem uma chegada favorável, mais segura e produtiva aos desafios que irão aparecer.

Esportistas, empreendedores e governantes são alguns dos usuários obrigatórios de estratégia. Sem lançar mão desse tipo de pensamento, o sucesso só pode ser alcançado por acidente, o que é muito raro e difícil. Para conseguir êxito nos objetivos é necessário buscá-lo ativamente e isso se faz com a utilização de um instrumento estratégico por excelência, o planejamento.

Planejar consiste em antecipar cada etapa de nossas ações futuras e estabelecer como e em que momentos do tempo elas serão executadas. Sem plano, é improvável a vitória, seja no esporte, na guerra ou na atividade profissional.

Onde quero chegar? Como devo agir? Que ações podem me levar aos resultados almejados? Questões assim têm que ser respondidas e o planejamento deve incluir um cronograma, a exposição gráfica das ações e dos prazos estimados para a sua consecução.

O grande desafio é que para fazer bem todas essas coisas – traçar objetivos, visualizar os cenários futuros, elaborar a estratégia, fazer o planejamento e construir o cronograma – são necessários três elementos: criatividade, conhecimento e técnica. Do primeiro, não falaremos agora.

Conhecimento e a técnica não são aquisições espontâneas, que se obtêm passivamente. Para eles é necessária a busca ativa, em um processo que chamamos de aprendizado. Apesar de não ser a única fonte para isso, ambos se obtêm mais freqüentemente pelos estudos em cursos, escolas e universidades. E é aqui que começam os nossos problemas.

O ensino brasileiro vem decaindo de qualidade há décadas até chegar a ser hoje – como demonstram sistematicamente as avaliações e testes internacionais – um dos piores do mundo.

De fato, o nosso ensino – fundamental e médio – diploma analfabetos funcionais, as nossas universidades produzem pesquisa irrelevante para a ciência mundial e a formação profissional que oferecem deixa muito a desejar, como atestam as reclamações constantes dos empregadores e os exames do tipo dos da OAB e CRM-SP.

São muitas as causas dessa decadência e aqui não vamos buscar os responsáveis por elas, contudo é fato que nos anos recentes nossa rede escolar e universitária sofreu uma gigantesca expansão sem planejamento – olha ele aí! – e foi perdendo as características presentes nos sistemas educacionais fortes, como um ensino rigoroso, competitivo, meritocrático e voltado para a formação profissional de qualidade.

A formação ruim inviabiliza tanto a criação de estratégias eficientes como a elaboração de um bom planejamento.

O fenômeno é resultado de múltiplas causas, mas na raiz da alta mortalidade das nossas empresas de Saúde – lembrem-se do desaparecimento de operadoras de planos, laboratórios e até hospitais! – está a má formação de grande parcela de seus profissionais, principalmente os que atuam na gestão. Não basta querer, é preciso saber fazer!

Estrategistas pensam no futuro e o nosso é representado por aqueles que atualmente são estudantes nas escolas com os piores resultados do mundo. Não é preciso pensar muito para perceber que esta situação não pode ser mantida por muito mais tempo, sob pena de continuarmos com empresas ineficientes, de vida curta e com desmoralizantes índices de desemprego.

Precisamos urgentemente fazer grandes mudanças no ensino brasileiro, reintroduzindo os bons elementos que perdemos, como o rigor, o mérito a disciplina e trazendo os componentes educacionais das economias de países mais avançados: a competitividade, o diálogo constante com o mercado profissional, a criatividade e o empreendedorismo.

É o bom caminho e um dia o futuro vai nos agradecer.

       
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