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Algumas sugestões adicionais para o gestor clínico alcançar a qualidade assistencial. Parte Um

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No texto anterior abordamos a questão das comissões intra-organizacionais em saúde, algumas obrigatórias por legislação específica e outras não, e dessas algumas altamente desejáveis de se ter funcionando plenamente. Porém sabemos bem que a simples existência de uma comissão não condiciona uma melhora na qualidade assistencial. Seu funcionamento pleno deve existir em conjunto com outras ações de forma sintonizada. Mais uma vez ressalta-se aqui a importância do apoio da alta direção nesse sentido, sem o que todas as iniciativas podem sucumbir, por estarem de alguma forma conectadas.

Portanto, seguem abaixo mais algumas sugestões para que os gestores possam refletir sobre sua aplicabilidade e sobre a existência ou não de um ambiente propício à sua implantação. Mas sem perder de vista o fato concreto de que todas, em sua totalidade ou não, representam um conjunto de ações de impactos extremamente positivos no ambiente organizacional. Como em tudo que se refere à qualidade, também dá trabalho. Mas os resultados costumam ser gratificantes.

1 ? Fórum permanente de análise e discussão de aspectos relacionados à atuação do Corpo Clínico: poderíamos chamar Câmara Técnica, de Conselho Técnico, ou de qualquer outro nome. Na prática, um espaço de troca de idéias, de caráter consultivo e resolutivo, voltada para questões de ordem cotidiana que não podem esperar uma reunião do Corpo Clínico, por exemplo. É uma excelente forma de compartilhamento de idéias, retirando do Gestor Clínico a responsabilidade única e exclusiva acerca de assuntos mais polêmicos;

2 ? Elaborar estratégia de formatação de protocolos e diretrizes médicas: seja de que forma for, a construção desses documentos, desde que adequados à realidade local e com a anuência daqueles que realmente farão uso dos mesmos, representam a espinha dorsal da boa gestão assistencial médica. Lembrar sempre que a construção destes não basta: devem ser efetivamente implantados. E para se assegurar de que estão sendo utilizados, devem ser monitorados na sua aplicação. E também devem ser produzidos indicadores de acompanhamento que avaliem se da forma como estão sendo utilizados estão atingindo os objetivos propostos, ao mesmo tempo em que fornecem a oportunidade de refinamento;

3 ? Buscar permanentemente formas de gerenciar a informação produzida no contexto assistencial da melhor maneira possível: o Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP) seria o instrumento mais adequado para se alcançar uma melhor organização da informação. Mas não a única. Afinal, os hospitais que não possuem essa tecnologia ainda são maioria no país, e nem por isso são inferiores em relação aos que a detém. Organizar a informação é trabalho diário de todos aqueles que lidam com a assistência, principalmente do médico, seja através do meio eletrônico ou físico;

4 ? Cadastrar (ou recadastrar) todos os médicos da organização: é impossível para um gestor clínico elaborar uma estratégia macro de ampliação de serviços, de diagnóstico de lacunas assistenciais, de formatação de modelos de assistência ou de compreensão global do processo sem a noção exata de quem compõe o Corpo Clínico. O cadastramento é fundamental para o melhor conhecimento do perfil assistencial da organização, e deve ser feito de forma ampla, detalhada, estratificada por especialidade, grau de relacionamento com a organização, setor de atuação, etc.., e deve ser revista a cada dois anos no mínimo;

Para não ficar cansativa a leitura, no próximo texto abordaremos mais alguns aspectos.

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