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Afinal, o que é necessário para trabalhar com o capital humano nas empresas ?

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Sem dúvida, não há mágica. A mais
recente lista das melhores na gestão de pessoas publicada pelo Valor, em
parceria com a AON, mostrou que em tempos de incerteza, o envolvimento da
liderança, a comunicação clara e transparente, a coerência entre o discurso e a
prática, a meritocracia e o incentivo para o equilíbrio entre a vida pessoal e
profissional compõem a receita básica do engajamento dos trabalhadores na
empresa. Como afirmou, na publicação, o CEO da empresa Toniolo,Busnello,
Humberto Busnello “Equipamento, tu compras, e com as mais altas tecnologia, mas
temos que nos preocupar com a produtividade intelectual dos nossos
funcionários”.

Não bastam ações pontuais,
concessão de benefícios isolados e programas desalinhados com o momento e o
escopo da companhia. Neste contexto, a saúde deve assumir uma posição
estratégica, pois sabe-se que a performance do capital humano está intimamente
associada a pessoas saudáveis, com equilíbrio entre as várias dimensões de
bem-estar e com elevados níveis de energia. Sem isso, um bom plano de saúde ou
um ambulatório médico equipado são considerados itens de custo e, assim,
passíveis de reestruturação e cortes.

Muitas empresas têm procurado
fazer abordagens mais amplas do que a simples abordagem da segurança no
trabalho ou riscos para doenças. A Zanzini Móveis planeja abordar os sete
princípios da qualidade de vida (físico, mental, emocional, intelectual,
espiritual, financeiro e profissional) e busca estabelecer um vínculo
permanente de afetividade em um ambiente de trabalho saudável que inspira
confiança e segurança pessoal. A Apsen Farmacêutica faz, há três anos, a
pesquisa de felicidade interna bruta (FIB), sendo que o indicador mais recente
aponta 85% de felicidade interna.

O envolvimento dos trabalhadores
nas ações é muito importante. Por exemplo, na Toledo, há um jardim em que as
pessoas podem caminhar ou descansar com árvores doadas pelos próprios
funcionários ou ler na biblioteca que foi constituída e mantida pelos
trabalhadores. Ou na Pormade Portal onde há uma “cantina da honestidade” onde
se criou um espaço de auto-atendimento em que o próprio funcionário escolhe os
produtos e deixa o dinheiro correspondente.

Ações que promovem o equilíbrio
entre a vida pessoal e profissional estão cada vez mais sendo utilizadas, como
o fechamento do escritório em um horário pré-estabelecido (Tecnisa), horários
flexíveis e monitoramento de horas extras (Greif Embalagens) assim como o
estímulo para hábitos saudáveis, como alimentação balanceada na obra (MPD
Engenharia), a oferta de academias corporativas, grupos de corrida e espaço
para caminhadas na empresa. Além disso, há o estímulo para a inclusão como o
auxílio de R$ 749,00 para os colaboradores que possuem filhos com necessidades especiais
(Copagás) ou para ações sustentáveis, mesmo fora da empresa (a Greif Embalagem
reembolsa o valor gasto com energia se o colaborador comprovar que está
economizando mês-a-mês).

Finalmente, um traço comum na
descrição das ações nas empresas é a colocação do plano de saúde na cesta de
benefícios (praticamente uma commodity) e as áreas de saúde e segurança no
trabalho (SST) fortemente focados na segurança, mas sem abordagem integral do
trabalhador. Neste contexto, constitui-se num desafio para os atores do setor
saúde a busca de ações integradas e alinhadas com o planejamento e a missão das
organizações, particularmente em momentos de incertezas e baixo crescimento
econômico do país.

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