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Afinal, o que é insanidade ?

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Estive no mês passado na conferência americana de bem-estar (wellness) realizado anualmente (há mais de trinta anos) na cidade de Stevens Point, no Estado de Wisconsin. Nesta edição, foi repetida várias vezes a definição de insanidade proposta pelo gênio Albert Einstein, ou seja, fazer a mesma coisa repetidas vezes e esperar resultados diferentes.

Muitas vezes, os profissionais de saúde, particularmente no ambiente corporativo, realizam ações e programas, por anos a fio, como feiras de saúde, SIPATs, palestras, atividades esportivas, jogos e não conseguem melhorar o estado de saúde de sua população.

O problema é que cada vez mais estes profissionais estão sendo cobrados por resultados mensuráveis e tangíveis, particularmente no que se refere a retorno sobre o investimento. Assim, não bastam mais indicadores de processo, como participação e satisfação do cliente.

No último dia 22 de agosto, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) publicou a Resolução Normativa 265 que incentiva a participação dos beneficiários em programas de promoção de saúde e envelhecimento ativo, com a possibilidade de descontos e prêmios.  Como a participação das operadoras será voluntária, não sabemos quantas irão aderir ao programa. No entanto, trata-se de uma iniciativa importante no campo da promoção da saúde e certamente exigirá que as empresas busquem programas mais efetivos, com embasamento científico e que tem impacto na mudança de estilo de vida e redução de fatores de risco na população.

Neste contexto, talvez o maior desafio seja a capacitação de profissionais preparados para a gestão de programas de promoção de saúde, que consigam planejar ações efetivas, realizar ações de comunicação e marketing e mensurar os resultados.

Moderei um talk show no congresso da ABRAMGE no último dia 18 de agosto com a presença de John Harris, um dos pioneiros do wellness nos Estados Unidos. Ele demonstrou a importância da inclusão da internet, redes sociais e do uso das teorias de mudança de comportamento como uma forte tendência para os programas de promoção de saúde.

Resta o desafio de inovar e aprimorar os programas e processos para que a definição de insanidade proposta por Einstein não continue imperando.

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