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A Segurança do Paciente nas mãos de quem cuida.

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Não há mais o que questionar. A segurança do paciente é uma questão de preocupação de nível mundial. Os dados e prognósticos são alarmantes. Organismos e entidades internacionais estão chamando a atenção para esta realidade. A Organização Mundial da Saúde (OMS) tem liderado iniciativas que visam, em alguma medida, minimizar os efeitos descontrolados da insegurança no cenário da prestação de serviços de saúde em todo o mundo.

O Brasil também ?acordou? para esta realidade e o Ministério da Saúde (MS) lançou em abril corrente o Programa Nacional de Segurança do Paciente, aplicável para todas as instituições de saúde brasileiras que prestam serviços ao Sistema Único de Saúde (SUS). O programa prevê ações que incluem a adoção de um conjunto de protocolos e a criação de núcleos de gerenciamento de risco nas instituições. Estamos atrasados, mas a iniciativa é extremamente positiva, na perspectiva em
que pode auxiliar as instituições na criação de alguma estrutura e definição de processos voltados para garantir algum nível de segurança nos cuidados prestados aos pacientes e, portanto, devemos nos engajar neste programa.

A equipe de enfermagem tem e continuará tendo um papel de destaque neste cenário de garantia de segurança ao paciente. São os profissionais de enfermagem que maior tempo dedicam e mais cuidados prestam aos pacientes no transcorrer de 24 horas de atividades em qualquer instituição de saúde. Sendo assim, temos um papel a exercer como agentes mais frequentes neste cenário que é o de controle e supervisão dos processos assistenciais. Não é por acaso que, na atualidade, os enfermeiros são a maioria dos profissionais que assumiram funções de gestores de qualidade e de segurança nas instituições que têm estruturas já estabelecidas para este fim.

De outra forma, esta condição também impõe maiores responsabilidades para os profissionais de enfermagem no desenvolvimento diário de suas tarefas. Mas, afinal, o que é segurança do paciente? A OMS define como a redução do risco de um dano desnecessário associado com o cuidado em saúde a um mínimo aceitável http://who.int/patientsafety/implementation/taxonomy/icps). Para a Agência para a Pesquisa e Qualidade na Assistência à Saúde (Agency for Healthcare Research and Quality ? AHRQ – EUA) (http://www.ahrq.gov/legacy/qual/) é, fundamentalmente, a ausência de injúrias evitáveis produzidas por cuidados médicos. É importante destacar que tanto na definição da OMS, que usa o termo desnecessário, quanto na definição da AHRQ, que usa o termo evitáveis, a insegurança está diretamente relacionada com a ocorrência de situações que escapam ao devido controle, domínio ou atenção do profissional ao executar o serviço ou prestar o cuidado.

Com base nesta constatação é que se justifica o título deste artigo. Embora os estudos apontem que cerca de 80% dos eventos adversos ocorrem em função de causas sistêmicas, não basta a existência ou estabelecimento de um conjunto de normativas, planos, protocolos, diretrizes ou outros recursos possíveis de natureza institucional, se, individualmente, cada profissional não assumir, como pessoal, uma consciência e ação para garantir a segurança do paciente. O profissional na execução direta de sua tarefa é o elo mais importante na cadeia assistencial. É, portanto, fundamental que o grande esforço e investimento de uma instituição e das lideranças de enfermagem sejam envidados na direção da criação e manutenção de uma cultura de segurança.

A gestão da segurança pressupõe a criação de uma cultura de segurança institucional. Segundo a AHRQ (2012), as organizações de alta confiabilidade mantem um comprometimento com a segurança em todos os níveis, dos profissionais de ponta até as lideranças e os executivos.

Sendo assim, vamos construir a forte cultura de que a segurança do paciente está de fato e de direito (inclusive legal) nas mãos de cada um de nós profissionais de saúde.

Concordam??

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