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A insegurança dos Marcos Regulatórios no Brasil

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Nos últimos meses, fiz várias
palestras fora do Brasil da Europa à América Latina. Nas várias conversas que
tive com empresários do exterior, fica claro a atração que eles sentem pelo
mercado brasileiro e a vontade de investir, mesmo quando as empresas não são de
grande porte. Há muitas empresas familiares com bons produtos e tecnologia de
ponta, buscando oportunidades fora de seus países de origem e o Brasil está no
radar desse pessoal, definitivamente. O que não se aceita, e isso é
unanimidade, são os prazos praticados no Brasil. Essa história de tirar tudo no
saca-rolhas de orçamento do INMETRO à Certificação de BPF da ANVISA é que não
podemos mais aceitar. Isso afasta os investimentos, mesmo de quem quer abrir
fábricas no Brasil. E não são poucos os grupos econômicos que quere abrir
fábricas por aqui. Por óbvio, não falto com a verdade quando dou as palestras.
Falo num mercado atrativo, num povo organizado, num volume exultante, mas em
prazos reais. E aí é que a coisa pega. Ninguém entende (e nem nós para falar a
verdade) porquê os prazos são tão estendidos no Brasil.  E lei fala uma coisa e a vida real mostra
outra, muito distante. Os marcos regulatórios que deveriam atrair investimentos
para o Brasil são exatamente o que os afastam, dado que não há gente em número
suficiente, competência técnica, instrumentos claros, etc. Esse antagonismo
entre  a teoria e a prática dos marcos
regulatórios no Brasil é ininteligível para 100% das pessoas, exceto para
aqueles que seguem dandos as mesmas desculpas e apresentando as estatísticas
furadas de sempre, como se alguém acreditasse. Os motivos são muito bem
conhecidos, mas as soluções nunca chegam, simplesmente por interesse de manter
o status quo vigente. E o Brasil já
perdeu o bonde da história. O crescimento pífio do PIB está associado, também,
à essa indiferença do poder público com esse tipo de situação. Ontem um cliente
me perguntou porque consularizações que levavam uma ou duas semanas, na Europa,
hoje levam três meses. E aí, quem arrisca a resposta?

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